A tarefa de viver nunca se conclui, a não ser que a gente determine. O sonho e o susto sopram em nosso ouvido quando tudo parece apaziguado. Logo a certeza de ter enfim chegado a um ponto imutável de acomodação começará a vacilar.
Algo novo se posta junto da poltrona onde talvez estivéssemos inocentemente vendo televisão. Uma palavra ouvida, uma frase lida, um rosto novo, um velho conhecido, um quase-nada nos toca. Saímos do gostoso torpor, botamos a cabeça fora do casulo para ver melhor.
Podemos optar:
Vou ficar dormindo.
Vou até a próxima esquina ver o que acontece.
Esse momento define a continuação de uma existência em movimento ou cristalizada, afinada ou fora de sintonia.
Essa possibilidade de escolher assusta mas é apenas um sinal de que estamos embarcados, estamos em movimento e em transformação.
trecho de PERDAS E GANHOS-Lya Luft
POst: Ellen Tyna
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário