Quem me conhece de longa data, sabe que passei por “muitas e horríveis”. E quem me conhece há pouco tempo, acredito já estar começando a ter uma noção. Não que eu procure me mostrar ou falar da minha vida, pelo contrario, tento ser discreta. Mas ao mesmo tempo sou espontânea e não sei esconder nada de ninguém. Sou o que sou, sou o que você vê.
Passando por tantas coisas, inevitavelmente acabamos por nos endurecer, mesmo que somente por um período. E sem querer entrar em muitos detalhes, eu posso dizer que passei por muitos períodos difíceis, e durante eles fui muitas.
Me deprimi, me revoltei, fui cética, desacreditei, me fechei. Confusa, arrisquei de perder minha essência, minha identidade, me transformei inúmeras vezes, me reinventei. Cresci.
No meio deste turbilhão, me perdi. Me perdi de mim mesma, ridicularizei e rejeitei minha própria essência, quis ser outra. Me escondi.E todos esses ciclos fazem parte do crescimento de todos nós. Supera-los significa amadurecer.
Estamos em constante movimento e evolução. Sofrer significa crescer, crescer causa sofrimento.Então finalmente me reencontrei. Não foi fácil. Principalmente porque tive que faze-lo sozinha na maior parte do tempo. Mas foi então que percebi que não estava sozinha.
Que amigos caminhavam ao meu lado, me incentivando e torcendo por mim. E os agradeço tanto por isso, eles sabem.Quando finalmente aprendi a me amar, quando finalmente descobri o meu valor, não pude deixar de ficar feliz.
E passei a acordar todos os dias cantando. Feliz por estar viva, apaixonada por todas as oportunidades que a vida nos oferece a cada nascer do sol.
Post: Rita de Cássia
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